4 de Fevereiro de 1961 – 57 anos desde o início da Luta Armada

Comemora-se hoje, 4 de Fevereiro, o 57º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional.

A data constitui um marco indelével na história da resistência ao regime colonial-fascista português. Que culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.

Na madrugada de 4 de Fevereiro de 1961. U grupo de homens e mulheres, munidos de paus, catanas e outras armas brancas atacou a casa de reclusão e a cadeia de São Paulo. Em Luanda, para libertar presos políticos ameaçados de morte.

Em resposta ao ataque, o regime colonial-fascista reagiu brutalmente com uma acção de repressão em todo o país, com assassinatos, torturas e detenções arbitrárias.

Essas prisões e assassinatos de pessoas indefesas levou alguns nacionalistas a organizarem-se para a luta de libertação.
Os preparativos da acção tiveram início em 1958, em Luanda, com a criação de dois grupos clandestinos, um abrangendo os subúrbios e outro a zona urbana, coordenados por Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, Virgílio Sotto Mayor e Neves Bendinha (já falecidos).

A acção inseriu-se também no anseio da população e na necessidade de se passar as formas de luta que correspondessem à rigidez da administração colonial. Para tal, valeu a colaboração de cónego Manuel das Neves e outros combatentes.

O 4 de Fevereiro de 1961 é considerado um marco importante da luta africana contra o colonialismo. Numa tradição de resistência contra a ocupação que vinha desde os povos de Kassanje, do Ndongo e do Planalto Central.
Os primeiros relatos de realce de resistência à ocupação colonial datam dos séculos XVI e XVII (1559-1600 e 1625-1656). Conduzidos por Ngola Kiluanje e Njinga Mbandi.
Os acontecimentos de Fevereiro de 1961 traduziram-se assim numa sublime expressão de nacionalismo, demonstrada pelos angolanos.

Este ano, a província do Bengo vai acolher o acto central das festividades do 4 de Fevereiro.

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