Brasil – Organizado o primeiro campeonato de futebol homosexual “LIGAY”  contra a homofobia

Isto mesmo, Ligay, o primeiro campeonato brasileiro homosexual, os dribles serão em busca da vitória contra o preconceito.

Rio de Janeiro recebeu o Brasileirão. A Champions LiGay, nome dado para a competição. Terá entrada gratuita para os fãs de futebol society que quiserem ir até a arena Rio Sport, na Barra da Tijuca, a partir das 12h (horário de Brasília). Para ver oito equipes duelarem por duas vagas na final. A página “LiGay” no Facebook retransmitirá todos os jogos.

 

As equioas que inauguraram o torneio são: Beescats e Alligaytors (RJ), Futeboys e Unicorns (SP), Bharbixas (BH), Bravus (DF), Magia (RS) e Sereyos (SC). A fórmula de disputa tem dois grupos de quatro clubes valendo vagas na semifinal aos dois melhores de cada um deles. A abertura do campeonato foi entre Beescats e Futeboys. 

Champions LiGay é o evento de comemoração. Machado, que é radialista formado, comenta ações parecidas no exterior. 

 Lá fora existem espécies de Olimpíadas LGBT. OutGames e World Gay Games são exemplos – destacou o também jogador.

Em agosto de 2018, os Beescats, Unicorns e uma equipe formada pelos melhores da LiGay disputarão na França um torneio semelhante aos citados acima. Os Beescats são federados à liga de futebol society do Estado do Rio, que tem 150 equipes espalhadas em oito divisões. A agremiação é a única base formada somente por homossexuais.

Entretanto, não são todos os times que conseguem tal apoio. 

Ao contrário de outros times, não temos comissão técnica, preparador, treinador, nada disso. Temos os fundadores, eu, Bruno Host e Pedro Gariani, que comandamos tudo – ressaltou Filipe Manetta Marquezin, fundador do Unicorns Brazil.

Ainda assim, o grupo Águia, que tem tradição de cuidar dos deslocamentos da CBF em eventos no país, se pôs à disposição do organizador do campeonato e conseguiu descontos na hospedagem e nos transportes para os clubes, que ficarão em um hotel no bairro de Ipanema. 

Marquezin ainda confirmou que o time fundado em abril de 2015 é o primeiro ligado à comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) do Brasil. O jogador do Unicorns aborda a questão do preconceito no esporte: ser gay e jogador futebol. 

Minha família é fanática por futebol. Todos vão ao estádio, e sempre fui criado nesse ambiente. Eles me dão todo o apoio, como sempre me deram em todos os caminhos da minha vida – afirmou.

O Magia, assim como os outros times da competição, sofre por não ter apoio financeiro.

Nossa viagem ao Rio está sendo totalmente financiada pelos próprios atletas, uma vez que não temos patrocínio para isto, então, estadia, transporte e alimentação são por conta de cada atleta – relatou o bancário e coordenador da equipe, Carlos Renan Evaldt.

 

 

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