Governo contrata KPMG para auditar as contas da sonangol durante a gestão de Isabel do Santos por 19,1 milhões de dólares

João Lourenço deu luz verde a Sonangol, para celebrar um contrato com a KPMG, no valor de 19 milhões e 100 mil dólares. Para auditar as contas da petrolífera nacional e das suas subsidiárias até 2019.

O acordo com a auditora prevê ainda a “realização de um diagnóstico financeiro” às contas da petrolífera angolana. Referentes ao período entre 1 de Janeiro de 2016 e 31 de Dezembro de 2017, que abrange toda a gestão de Isabel dos Santos.
A informação consta do despacho presidencial n.º 9/18, publicado em Diário da República na passada terça-feira, 6 de Fevereiro.

Segundo o documento, cabe ao Conselho de Administração da Sonangol, liderado por Carlos Saturnino. Assegurar os recursos financeiros necessários para a execução do contrato, fixado em 19 milhões e 100 mil dólares.

O acordo com a KPMG & Associados, SROC, S.A. e KPMG -Audit, Tax, Advisory, S.A. abrange “serviços de auditoria. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Sonangol E.P. e das duas subsidiárias para os exercícios económicos de 2017, 2018 e 2019”. E responde “à necessidade urgente de se contratar um novo auditor”, decorrente da suspensão do compromisso com a PwC.

Contrato anunciado por gestão de Isabel dos Santos confirmava “um quadro de conflito de interesses”. A ruptura com a PwC, empresa que tinha sido escolhida pela administração de Isabel dos Santos. Para auditar as contas da Sonangol até 2019, foi anunciada em Dezembro passado.

A não assinatura do contrato assenta no facto de que, a adjudicação do mesmo à PwC. Confirmou um quadro de conflito de interesses”, explicava a Sonangol em comunicado. Esse conflito decorria do facto de a mesma empresa “já ter sido contratada como consultora financeira. No âmbito do Concurso Limitado por Prévia Qualificação, realizado nos termos da Lei 9/16 de 16 de Junho, dos Contratos Públicos”.
A petrolífera nacional esclareceu também que a decisão foi igualmente determinada pela “observância à Lei de Base do Sector Empresarial Público. A qual determina que o perfil do auditor para a Sonangol tem que ser definido pelo titular do Poder Executivo”.

No comunicado, a companhia estatal avançava ainda que “analisados os pressupostos que rodearam a contratação. Concluiu-se ter havido uma alteração substancial das circunstâncias que determinaram a realização do concurso” que ditou a adjudicação do contrato à Pw.

 

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