Jornal americano The Washington Post elogia João Lourenço pelas mudanças em curso no país

O The Washington Post, um dos maiores e mais influentes jornais norte-americanos. Publicou um extenso artigo sobre o momento de transição em Angola, elogiando a confirmação da mudança de rumo em Angola protagonizada pelo Presidente João Lourenço. Apesar de admitir que inicialmente eram muitas as desconfianças de que isso pudesse acontecer.

O jornal inicia mesmo o texto com humor, fazendo uma analogia com a crise que varre o Zimbabué e a resignação do velho Presidente Mugabe. Falando de um líder revolucionário anti-colonial que lidera (liderou) o país quase quatro décadas, um povo atolado em pobreza. Esperança no ar pela transição democrática mas acompanhado de grande cepticismo. “Não, não é do Zimbabué que estamos a falar, é de Angola”, atira o autor do texto publicado na terça-feira.

O The Washington Post, socorrendo-se de seguida de uma citação de Zenaida Machado, da Human Rights Watch – África, admite. Referindo-se a João Lourenço e aos dois primeiros meses do seu Governo, que “parece estar no bom caminho”.

Mas o jornal admite que não foi assim, que as alterações estão mesmo a acontecer. E que o novo Chefe de Estado “tomou mesmo medidas anti-corrupção”.

Especialmente no que respeita às mexidas nos altos cargos do Governo do país, nomeando de seguido alguns dos mais importantes nomes alvo das exonerações de Lourenço. Sublinhando os casos da Sonangol, na Endiama, nas polícias e no BNA. Apontando ainda como evidente as mexidas nos interesses da família de José Eduardo dos Santos.

Mas o jornal adverte que para já não é fácil perceber quais os objectivos políticos de João Lourenço, recorrendo a uma citação de Justin Pearce. Professor de Estudos Africanos em Cambridge, para adiantar que só é possível falar do que se vê e que o que se vê é que o Presidente. “Agiu rapidamente para afastar os nomeados de (José Eduardo) dos Santos de cargos fundamentais para a economia do país, segurança e media”.

Que complementa com elementos generalistas. “Muitos líderes chegam ao poder com promessas de mudanças profundas apenas para frustrar” os seus povos depois.

“Vamos dar-lhe crédito pelo que tem feito até agora. Mas manter-nos vigilantes para o que temos pela frente”, acrescentou o professor de Cambridge.

 

NovoJornal/Observador.pt

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