MPLA quer incremento de 90 mil milhões Kz no OGE, para admitir 20 mil professores e 1.500 médicos

O grupo parlamentar do MPLA solicitou ao Executivo um incremento de 90 mil milhões de Kz no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2018. Verba com a qual pretende reforçar os valores destinados à Educação e Saúde. Viabilizando a admissão de pelo menos 20 mil professores e 1.500 médicos.

A informação foi avançada esta sexta-feira, 2, pelo líder da bancada parlamentar do partido no poder, Salomão Xirimbimbi.
Segundo o o grupo parlamentar do MPLA submeteu ao Executivo um incremento de uma verba de pelo menos 90 mil milhões de kwanzas no OGE, documento que prevê receitas e despesas na ordem dos 9,6 biliões de kwanzas.

“Estamos a aguardar que aquando da discussão do relatório na especialidade, o Executivo possa confirmar este valor ou eventualmente um valor superior”, disse Xirimbimbi, em declarações veiculadas pela TPA.

O líder da bancada parlamentar dos “Camaradas”. Adiantou ainda que como contrapartida desse reforço financeiro foram apontadas “soluções”. Nomeadamente “eliminar algumas rubricas orçamentais que se ligam à Defesa civil e usar esse dinheiro para melhorar a Educação e a Saúde.

Em relação a estes dois sectores, Salomão Xirimbimbi refere que o grupo do MPLA. Solicitou a admissão de “no mínimo 20 mil professores”, e de 1.500 médicos. E outro pessoal de enfermagem e de diagnóstico que seja necessário.

O número de clínicos apontado representa a população de médicos angolanos que se estima estarem no desemprego. E que o Governo quer começar a colocar nas diversas unidades de Saúde do país, em substituição de quadros expatriados.

A intenção foi comunicada na semana passada pelo secretário de Estado da Saúde, Atílio Matias.
Os eventuais ajustes na Proposta de Lei do OGE, cuja aprovação final está marcada para 14 de Fevereiro. Já receberam luz verde do Presidente da República, João Lourenço. No discurso que marcou a abertura do ano lectivo 2018, esta quinta-feira, 1, na província do Namibe.

O Chefe de Estado e do Executivo anunciou que o Governo foi orientado para ser flexível na discussão do OGE na especialidade. No sentido de redistribuir as verbas “até onde for possível e recomendável. A favor de um aumento na Educação e Saúde”.

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