Eu queria ser Cristiano Ronaldo; você também deveria querer

O que torna Ronaldo o melhor atleta de sempre!

Há pouco tempo, usei este espaço para escrever um texto sobre meu maior ídolo no futebol, Lionel Andrés Messi. Também o maior jogador desta geração. O maior que eu vi. Nele, citei Cristiano Ronaldo.

Citei como um exemplo a ser seguido. Um espelho para qualquer profissional, seja ele futebolista ou não. E hoje, depois de mais uma conquista de Champions League, a sua quarta, com dois gols em decisão, volto para reforçar e endossar tais palavras. Até porque, eu gostaria de ser Cristiano Ronaldo.

E o motivo é simples: Ronaldo é o maior ATLETA de todos os tempos — pelo menos no recorte de tudo aquilo que assisti neste vinte e poucos anos de paixão por deporto. Trabalhador obsessivo, sempre em busca da perfeição. A caça pela excelência que qualquer pessoa, em qualquer âmbito de trabalho, deveria ter.

Seja você jogador, jornalista, médico ou Engenheiro. Seja você quem for. Seja Cristiano Ronaldo.

Mas também não se engane. Não é que ele não seja talentoso. Ele apenas não é o mais talentoso jogador da safra. Por isso, alia suor a seu dom. Por isso trabalha. Na sua cabeça, é o melhor. E é assim que deve ser. É um vencedor que não se acomoda com as conquistas. Pelo contrário, cresce em cima delas por querer mais. Sempre mais. E mais, mais, mais.

Um pulverizador de recordes. Uma máquina de jogar bola. E não se engane novamente: chamá-lo de máquina não é depreciá-lo. Máquinas são quase perfeitas. Não à toa, vivemos na era onde elas, em muitos casos, substituem os homens. Ronaldo é uma espécie de camaleão humano, capaz de se camuflar em qualquer lugar do campo. Já foi ponta habilidoso e hoje é um “centroavante” letal. Se não é aquele cara que vai pegar a bola e driblar meio time adversário, é aquele cara que vai precisar de apenas um toque na bola para aniquilá-los. E aí está seu grande mérito: aperfeiçoar suas qualidades em cima da consciência de onde tem se tornado um pouco mais limitado.

Cristiano Ronaldo agora empata com Lionel Messi em troféus de Champions League. Também caminha para igualar o números de Bolas de Ouro do argentino (desculpe-nos, mas é necessário citar um ao falar do outro, Risos). E o que isso significa? Significa que é absolutamente INCRÍVEL a forma como o português consegue ameaçar uma dinastia que, outrora, parecia ser absoluta. É impressionante como Ronaldo se dignifica e sempre está no topo.

Desafiar Messi é desafiar um gênio, él desafiar a forma mais perfeita de se jogar futebol. A distância de talento e de bola entre eles, talvez não esteja nos números de títulos e prêmios individuais, mas acaba tornando-se curta quando paramos apenas para analisar representatividade.

Cristiano nunca vai encantar como Leo, mas sempre vai merecer os mesmos aplausos de reverência e respeito (deixando claro que encantamento não tem relação com qualidade – esta é apenas uma visão PESSOAL de enxergar o futebol)

O madridista vive na linha tênue entre o amor e o ódio. Os que gostam, gostam como se da família fosse. Os que não gostam, tiram os méritos a qualquer preço. Eu mesmo nunca fui o mais simpático a sua figura. Mas com o tempo desconstruímos alguns estigmas.

Por mais que eu continue sem me identificar com sua maneira de jogar, vou estar pronto para contar aos meus filhos quando estes me perguntarem se Cristiano Ronaldo realmente foi isso tudo. E foi.

Estava torcendo pela Juventus. Por Buffon. E no fundo, com um medo do meu maior ídolo, pela primeira vez, ser igualado em bolinhas douradas. Havia o receio, que fora completamente desconstruído ao longo dos 90 minutos. E por dois motivos: reconhecimento e merecimento. Uma temporada como essa, tão decisiva, não pode terminar em outro lugar que não no prêmio de melhor jogador do mundo.

E por mais que não seja ele de fato quem mais sabe jogar futebol no Planeta, se coloca nessas condições. Uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Ah, e pela terceira vez não se engane: nada disso quer dizer que ele também não seja um jogador fantástico. É. Na galeria dos maiores que vi. Um dos gigantes de toda história.

E quando, depois de perguntarem, meus filhos pedirem para falar um pouco mais sobre CR7 eu já sei minha resposta:

“Não foi o melhor que o papai viu, mas foi o mais trabalhador. Ele nos ensinou que para ser alguém na vida, você não precisa apenas saber fazer, como também querer fazer. Por isso, meus filhos, sejam Cristiano Ronaldo”.

 

Original de Esporte Interativo

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